Pílula experimental contra câncer de pâncreas emociona médicos e pode mudar tratamento da doença

SAÚDENOTÍCIAS

6/7/20262 min read

Foto: Adobestock

Um novo medicamento oral experimental contra o câncer de pâncreas chamou a atenção da comunidade científica internacional após apresentar resultados considerados históricos durante o maior congresso de oncologia do mundo, realizado em Chicago, nos Estados Unidos. Os dados foram tão impactantes que provocaram aplausos de pé e emoção entre especialistas presentes no evento.

O remédio, chamado daraxonrasib, foi testado em um estudo clínico de fase 3 com cerca de 500 pacientes que já haviam passado por tratamentos convencionais sem sucesso. Os resultados mostraram que a sobrevida mediana dos pacientes tratados com a nova pílula chegou a 13,2 meses, contra 6,6 meses daqueles que continuaram recebendo quimioterapia tradicional. Além disso, o risco de morte foi reduzido em aproximadamente 60%.

Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi a menor incidência de efeitos colaterais graves. Apenas uma pequena parcela dos pacientes precisou interromper o tratamento devido a reações adversas, índice significativamente inferior ao observado nos tratamentos convencionais.

O câncer de pâncreas é considerado um dos tipos mais agressivos da doença. Em grande parte dos casos, o diagnóstico ocorre quando o tumor já está avançado, reduzindo as chances de cura e dificultando o tratamento. Por décadas, cientistas tentaram desenvolver medicamentos capazes de bloquear mutações específicas ligadas ao crescimento desses tumores, mas sem resultados expressivos.

Segundo os pesquisadores, o daraxonrasib conseguiu agir justamente sobre uma das alterações genéticas mais comuns nesse tipo de câncer, considerada durante muitos anos um alvo praticamente impossível de ser tratado com medicamentos.

Com os resultados positivos, a expectativa é que o medicamento seja analisado pelas autoridades regulatórias dos Estados Unidos nos próximos meses. Caso seja aprovado, poderá se tornar um novo padrão de tratamento para pacientes com câncer de pâncreas metastático que já não respondem à quimioterapia convencional.

Embora ainda não haja previsão para a chegada da terapia ao Brasil, especialistas avaliam que os resultados representam um dos avanços mais importantes dos últimos anos no combate a um dos cânceres mais letais do mundo.