Menino encontrado trancado em apartamento permanece internado na UTI em Goiânia

GOIÁSNOTÍCIAS

7/10/20262 min read

O menino de 10 anos resgatado após ser encontrado sozinho, sem água e comida, trancado dentro de um apartamento no Setor Faiçalville, em Goiânia, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad). A informação foi confirmada por um conselheiro tutelar que acompanha o caso.

A criança foi localizada na quinta-feira (9), justamente no dia em que completava 10 anos. O resgate mobilizou equipes do Conselho Tutelar, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros após denúncias de que o menino estava sozinho no imóvel. Antes de ser retirado do apartamento, ele chegou a pedir água aos conselheiros pela janela, que improvisaram uma forma de entregar uma garrafa utilizando uma sacola plástica e lençóis.

Segundo o Conselho Tutelar, o menino, que tem diabetes tipo 1, apresentava um quadro de descompensação da doença em razão do longo período sem alimentação adequada. Inicialmente, ele foi levado para uma unidade de saúde, mas precisou ser transferido ao Hecad, onde permanece internado na UTI para monitoramento e tratamento especializado. O hospital não divulgou detalhes sobre o estado de saúde da criança, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Durante o resgate, os agentes encontraram o apartamento em condições precárias, com lixo acumulado, roupas espalhadas e alimentos estragados. No quarto onde o menino estava havia apenas um colchão, alguns brinquedos, um ventilador e uma garrafa utilizada para fazer as necessidades fisiológicas. Após deixar o cômodo, a criança emocionou os presentes ao dizer que esperava "ter uma vida melhor".

A mãe da criança foi presa em flagrante e deve responder pelo crime de abandono de incapaz. À Polícia Militar, ela afirmou que havia saído para trabalhar e que deixou o filho trancado para evitar que ele tivesse acesso aos alimentos devido ao diabetes. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso e apurar as circunstâncias em que a criança vivia.

O Conselho Tutelar informou que acompanha a situação e avalia, junto ao Juizado da Infância e da Juventude, a possibilidade de o menino passar a viver com o pai ou outro familiar que possa garantir os cuidados necessários. O caso segue sob investigação.

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