Conta de luz deve subir em 2026 com clima seco e aumento de subsídios
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A conta de luz dos brasileiros deve sofrer um aumento significativo em 2026 como reflexo de condições climáticas desfavoráveis e ajustes no modelo de subsídios ao setor elétrico. Especialistas apontam que a combinação de um período de estiagem e a necessidade de maior uso de termelétricas tende a elevar os custos de geração e, consequentemente, o valor pago pelos consumidores.
A escassez de chuvas em boa parte do país reduz a capacidade de geração de energia pelas usinas hidrelétricas, que respondem por grande parte da matriz energética brasileira. Com menos água nos reservatórios, foi necessário recorrer com mais frequência às termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado, o que influencia diretamente nas tarifas.
Além disso, revisões no subsídio concedido ao setor, que visam equilibrar financeiramente as empresas responsáveis pela geração e distribuição de energia, também contribuem para a pressão de alta nos preços. Esses subsídios, que tinham prazo ou valores definidos em períodos anteriores, estão sendo ajustados às novas condições de mercado, impactando o cálculo final da tarifa.
O aumento projetado na conta de luz preocupa tanto consumidores quanto setores produtivos, que podem ter seus custos operacionais elevados. Famílias de baixa renda e pequenas empresas, em particular, podem sentir os efeitos de forma mais aguda no orçamento mensal.
Autoridades e órgãos reguladores afirmam que medidas estão sendo estudadas para mitigar os efeitos sobre os consumidores, mas alertam que parte da elevação é decorrente de fatores climáticos e de custos de geração que fogem ao controle imediato do governo.
A expectativa é que o impacto comece a ser percebido já nos próximos ciclos de faturamento, com percentuais de reajuste variando conforme a região e o perfil de consumo. O cenário reforça a necessidade de planejamento e de ações de eficiência energética por parte dos consumidores, além de acompanhamento das possíveis medidas compensatórias que ainda podem ser anunciadas.
Foto: Brenno Carvalho/O Globo